Instalação

A instalação interactiva para utilizador a solo terá as seguintes elementos e características:

  • banda sonora, que integra a narrativa e o relato de William Wilson na primeira pessoa, dirigido directamente ao utilizador da instalação, no sentido de o envolver logo desde o início enquanto personagem (o duplo de William Wilson) e participante activo no “destino” do narrador. A banda sonora será activada com sensores de presença logo que o utilizador entre no espaço e vai progredindo em simultâneo com as deslocações deste no espaço da instalação.
  • caixa/corredor com cerca de 30 metros de profundidade por 1,5 metros de largura, com uma porta em cada extremo. paredes negras (ou com o mínimo possível de luz).
  • tela de retro-projecção branca, no final do corredor.
  • 3 projectores/focos de luz dispostos ao longo do percurso. A ideia é que a luz seja mais um elemento que possa controlar a movimentação do utilizador ao longo do tempo necessário para a fruição da narrativa. Assim, ao longo do corredor, as luzes irão acendendo, “convidando” o utilizador a avançar até ao ecrã, em conjugação com o momento da narrativa na banda sonora.
  • captação de imagem vídeo: desde o início, a imagem do utilizador será registada e projectada na tela. Dada a distância considerável entre o início do percurso e a tela (distância que impedirá só por si, ao princípio, uma visibilidade clara da imagem), esperamos que a presença deste “espelho virtual” possa funcionar como mais um elemento de curiosidade, cuja incerteza motive o utilizador a fazer todo o percurso de acordo com o desejado e projetado por nós tendo em conta uma fruição ideal da experiência no seu todo.
  • processamento de imagem em tempo real, programada em processing: ao longo do percurso a imagem projectada (começa desfocada e com elementos perturbadores da reprodução “realista” do utilizador) vai ganhando uma visibilidade crescente, para que no final, o utilizador seja confrontado perante a sua imagem, num frente-a-frente a que o desenvolvimento da história dará sentido suplementar. a partir desse momento, a banda sonora termina e a narrativa chega ao ponto essencial. A imagem do utilizador começa a sofrer uma série de distorções, deformações, de “catástrofes” crescentes que apenas o utilizador pode interromper, no momento em que, voluntariamente, abandonar o espaço de instalação.